A princípio, neste texto falaremos sobre a importância da inclusão e das salas multissensoriais nos aeroportos ao redor do mundo.
A importância da visibilidade para causas de inclusão
O que traz ainda mais visibilidade para esse assunto é o fato de que, nos últimos anos, a pauta da inclusão vem ganhando cada vez mais destaque. Isso mostra como o mundo ainda não está estruturalmente preparado para acolher pessoas neurodivergentes em atividades que, para muitas outras, são cotidianas.
Um ótimo exemplo é que somente no ano de 2025 Belo Horizonte passou a ter seu primeiro Centro de Autismo, focado em crianças portadoras de TEA (Transtorno do Espectro Autista), com atendimento sendo realizado 100% pelo SUS.
Sendo assim, isso demonstra o quanto essa pauta ainda precisa ser abordada e discutida para que a acessibilidade e a inclusão sejam cada vez mais inseridas em nossa sociedade.
Afinal, as pessoas neurodivergentes têm todo o direito de ter uma vida tranquila, com acessibilidade e inclusão em tudo o que desejarem fazer.
Por isso, vamos abordar, durante este texto, qual é o papel das salas multissensoriais para a inclusão em aeroportos de todo o Brasil e do mundo.

Qual é o papel das salas multissensoriais na inclusão?
É importante pensar o quanto fazer uma simples viagem pode ser um momento difícil, cansativo e estressante para pessoas neurodivergentes. Luzes, barulhos e cheiros — tudo pode se tornar um potencial problema e um possível gatilho para crises.
Por conta disso, alguns aeroportos do Brasil optaram por criar espaços de inclusão totalmente reservados para pessoas neurodivergentes. Esses espaços são salas geralmente equipadas para atender pessoas atípicas com diferentes níveis de suporte.
Sendo assim, trata-se de locais onde essas pessoas podem entrar, se autorregular e tornar o processo de viagem muito menos cansativo e estressante.
Atualmente, no Brasil, existem treze salas de acolhimento multissensoriais, o que mostra o quanto essa causa vem ganhando visibilidade em nosso país.
Por fim, é importante ressaltar que alguns aeroportos estão tomando essa iniciativa antes mesmo da aprovação de uma lei específica sobre a inclusão de pessoas neurodivergentes. Contudo, já tramita no Congresso o Projeto de Lei nº 1495/23, que propõe tornar obrigatória a criação desses espaços de acolhimento e inclusão em novas concessões de aeroportos no Brasil.

Como funcionam as salas multissensoriais?
As salas multissensoriais são projetadas para reduzir estímulos sensoriais (visuais e sonoros). Muitas vezes, contam com iluminação suave, isolamento acústico e objetos sensoriais que promovem relaxamento, autorregulação e acolhimento.
Além disso, algumas salas contam com profissionais de terapia ocupacional preparados para auxiliar as famílias, caso seja necessário algum tipo de intervenção.
Esses espaços também podem ser utilizados por familiares e acompanhantes de pessoas neurodivergentes, oferecendo um ambiente calmo e tranquilo para organizar e planejar os próximos passos da viagem, como o embarque ou até mesmo o voo.

Quais são os benefícios dos espaços de acolhimento para os passageiros e para o aeroporto?
Podemos identificar vantagens tanto para os aeroportos quanto para os passageiros, que passam por um processo que pode ser bastante estressante.
1. Experiência de viagem mais agradável
Nesse caso, o conforto e o acolhimento melhoram significativamente a experiência de viagem da pessoa neurodivergente, reduzindo o estresse e tornando a viagem algo prazeroso como deve ser e não uma atividade que cause desconforto e que, muitas vezes, seja evitada por esse motivo.

2. Conforto para as famílias
Antes de tudo, o processo de viagem precisa ser confortável para toda a família. Os espaços de acolhimento possibilitam que as famílias planejem melhor a viagem, tornando momentos como o embarque e o voo mais seguros e tranquilos.

3. Valorização do aeroporto
Aeroportos que investem em acolhimento, acessibilidade e inclusão tendem a se destacar positivamente, atraindo cada vez mais passageiros que buscam ambientes acessíveis.
Contudo, é importante planejar bem esse tipo de investimento. Ter uma sala multissensorial apenas por obrigação, sem manutenção adequada dos recursos e do espaço, pode gerar efeito contrário ao desejado e comprometer o objetivo da iniciativa.

4. Redução de conflitos
Por fim, mas não menos importante, a presença de uma sala de acolhimento multissensorial pode contribuir para a redução de conflitos.
Ter um ambiente harmonioso é algo valorizado por todos. No entanto, esse não deve ser o principal motivo para a implementação desses espaços. Ao oferecer apoio adequado durante o processo de viagem, os desafios diminuem e a experiência tende a ocorrer de forma mais tranquila e organizada.

A inclusão pode ser o futuro da aviação
A iniciativa de inclusão demonstra que os aeroportos brasileiros estão atentos às necessidades de bem-estar e acessibilidade de todos os seus passageiros.
A criação de salas especiais para pessoas neurodivergentes representa uma grande conquista para a comunidade, pois demonstra cuidado e respeito pelas particularidades de cada indivíduo.
Espera-se que, no futuro, cada vez mais aeroportos optem por ser inclusivos não apenas por obrigação legal, mas por compreenderem genuinamente as necessidades de seus clientes.

Como a Benu entra nesse processo?
A Benu entra nessa pauta trazendo acessibilidade para dois dos 13 aeroportos que já investiram em inclusão e contam com salas multissensoriais: o Aeroporto de Fortaleza e o Aeroporto de Porto Alegre.
Esses dois locais escolheram a Benu para auxiliá-los na criação desse espaço. As salas criadas pela Benu passam por uma rigorosa curadoria de três terapeutas ocupacionais, com o intuito de oferecer o melhor espaço de inclusão disponível.
Dessa forma, a Benu se posiciona como referência nacional na implementação de salas multissensoriais em aeroportos, unindo conhecimento técnico, curadoria especializada e experiência prática. Estamos plenamente preparados para desenvolver projetos personalizados, garantindo acessibilidade, acolhimento e impacto social positivo em aeroportos de todo o Brasil.
O que podemos concluir?

Podemos concluir que todos os envolvidos em causas voltadas para pessoas neurodivergentes podem esperar e até sonhar com um futuro melhor.
Afinal, as salas multissensoriais são apenas o primeiro passo em direção a um mundo onde o acolhimento não precise ser exigido, mas aconteça de forma natural, mostrando que todos os espaços podem e devem ser acessíveis a todas as pessoas
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