Programa Entrelaçar: Importância para Pessoas Neurodivergentes
Neste blog post vamos falar sobre o Programa Entrelaçar lançado pela prefeitura de Belo Horizonte em outubro de 2025 e o seu impacto em causas neurodivergentes.
O que é o Programa Entrelaçar?
O Programa Entrelaçar é uma iniciativa criada pela Prefeitura de Belo Horizonte com o objetivo principal de fortalecer e ampliar o atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na capital mineira.
A estratégia do programa é aumentar o número de diagnósticos precoces, qualificar a assistência ao paciente e garantir planos terapêuticos individualizados de acordo com cada caso. Além disso, há a integração com os serviços da rede do SUS-BH, promovendo um atendimento mais organizado, humanizado e contínuo.
Sobre isso, o prefeito Álvaro Damião concedeu uma entrevista em que destacou a importância da integração entre diferentes áreas da administração pública:
“Entrelaçar é juntar a Secretaria de Saúde com a de Educação, com a de Esportes, com a de Cultura, e mostrar para as pessoas que a gente está preocupado. Que a gente busca melhorar a vida daqueles que moram em Belo Horizonte ou daqueles que passam por Belo Horizonte. E o programa Entrelaçar é mostrar cuidado com as pessoas, é você conseguir administrar com o coração também. Administrar com razão, mas com o coração.”
Além disso, como parte da ampliação dos cuidados com pacientes neurodivergentes em Belo Horizonte, no dia 27/10/2025 foi inaugurado o primeiro centro de autismo da cidade, situado na Santa Casa de Belo Horizonte. Neste local, crianças e adolescentes neurodivergentes passam a contar com assistência especializada, acompanhamento multidisciplinar e suporte adequado às suas necessidades específicas.

Qual a importância para pessoas neurodivergentes?
A princípio, o que precisamos ter em mente é que a criação de um programa como esse traz uma visibilidade muito maior para a causa das pessoas neurodivergentes. Durante muito tempo, questões relacionadas ao TEA e a outras condições do neurodesenvolvimento foram tratadas com desinformação, preconceito ou simplesmente negligência. Ao estruturar uma política pública específica, o município reconhece oficialmente a importância dessa pauta.
Além da visibilidade, há também um fator extremamente relevante: o acesso. Muitas famílias não possuem condições financeiras para arcar com tratamentos particulares, que frequentemente envolvem psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, neuropediatras e outros especialistas. Os custos podem ser elevados e contínuos. Assim, o Programa Entrelaçar surge como um suporte essencial para garantir que pessoas neurodivergentes tenham acesso a atendimento de qualidade, independentemente da renda familiar.
Outro ponto importante é a possibilidade de reavaliação diagnóstica. Ao se criar um espaço estruturado e especializado, abre-se também a oportunidade para que pessoas com suspeita de TEA passem por uma avaliação criteriosa e recebam um laudo mais preciso. Isso é fundamental, pois o diagnóstico correto orienta todo o plano terapêutico e educacional da criança ou adolescente.
Além disso, quando falamos em neurodivergentes, estamos nos referindo a indivíduos cujo funcionamento neurológico diverge do padrão considerado típico. Isso inclui não apenas o TEA, mas também outras condições como TDAH, dislexia, entre outras. Embora o foco principal do programa seja o autismo, a ampliação da rede de atendimento fortalece toda a estrutura de cuidado voltada ao neurodesenvolvimento.
Por fim, essa iniciativa traz esperança. Esperança de que a causa das pessoas neurodivergentes ganhe cada vez mais espaço, respeito e investimento público. Afinal, todo ser humano tem direito à assistência médica adequada, à inclusão social e a uma vida saudável e digna.

Como funciona o acesso ao programa para neurodivergentes?
O fluxo de atendimento começa pelos centros de saúde distribuídos por toda Belo Horizonte. É nesse primeiro contato que ocorre a avaliação inicial. Caso seja identificado um diagnóstico ou até mesmo uma suspeita de TEA, a equipe médica realiza o registro do paciente.
Se houver necessidade de acompanhamento especializado, o paciente é encaminhado à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que direciona para o serviço mais adequado conforme a demanda apresentada.
Em seguida, os atendimentos podem ocorrer nos Centros de Referência de Reabilitação (CREABs), em clínicas conveniadas ou na nova unidade de referência em autismo localizada na Santa Casa de Belo Horizonte. Esse fluxo organizado permite que a pessoa neurodivergente não fique desassistida e que haja continuidade no cuidado.
O SUS-BH registrou mais de 15 mil atendimentos a pessoas neurodivergentes no ano de 2025, mostrando a importância da ampliação da rede e da criação do novo serviço especializado. Esse número evidencia que a demanda existe e que políticas públicas estruturadas são fundamentais para atender a população de forma eficiente.

Qual a faixa etária necessária para ser atendido?
Inicialmente, o programa atende crianças e adolescentes de 0 a 18 anos. No entanto, a faixa etária considerada mais estratégica para o atendimento é de 2 a 12 anos. Segundo especialistas, essa é a fase de maior plasticidade cerebral, ou seja, o período em que o cérebro apresenta maior capacidade de adaptação e aprendizado.
Com acompanhamento adequado durante essa fase, é possível observar avanços significativos na comunicação, no comportamento e na interação social. Para crianças neurodivergentes, a intervenção precoce pode fazer toda a diferença no desenvolvimento de habilidades importantes para a vida escolar, familiar e social.
Isso não significa que adolescentes não possam se beneficiar do atendimento. Pelo contrário: o suporte nessa fase é igualmente importante, especialmente no que diz respeito à autonomia, inclusão educacional e preparação para a vida adulta.

Um passo importante para a inclusão para pesosas neurodivergentes
Ao analisar o Programa Entrelaçar como um todo, fica claro que ele representa um avanço significativo na construção de uma cidade mais inclusiva. Falar sobre neurodivergentes é falar sobre diversidade humana. É reconhecer que cada pessoa possui um modo único de perceber, aprender e interagir com o mundo.
Quando o poder público investe em diagnóstico precoce, atendimento especializado e integração entre saúde, educação, cultura e esporte, ele está contribuindo para que crianças e adolescentes neurodivergentes tenham mais oportunidades de desenvolver seu potencial.
Além disso, programas como esse também ajudam a conscientizar a sociedade. Quanto mais se fala sobre o tema, mais se combate o preconceito e mais se promove empatia. A inclusão não depende apenas de políticas públicas, mas também de uma mudança cultural e iniciativas institucionais são um passo fundamental nessa direção.
Portanto, o Programa Entrelaçar não é apenas uma ação administrativa. Ele simboliza um compromisso com o cuidado, com a dignidade e com o futuro das pessoas neurodivergentes em Belo Horizonte. Que essa iniciativa continue crescendo, se fortalecendo e servindo de exemplo para outras cidades do Brasil.
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